O presidente da Câmara, Manuel Jorge Valamatos (PS), revelou na reunião do executivo que manteve recentemente duas reuniões com o secretário de Estado da Energia, realizadas a 22 de julho e 1 de agosto, nas quais foram abordadas várias matérias relacionadas com a transição energética.
Entre os assuntos discutidos esteve a definição das zonas de aceleração para energias renováveis, num processo em que, segundo o autarca, existe uma orientação nacional para disponibilizar 1% do território para a instalação de projetos fotovoltaicos e outro 1% para projetos eólicos.
A Câmara está também a acompanhar os desenvolvimentos relacionados com a central do Pego e o futuro energético daquela área, tendo o presidente referido contactos sobre o projeto da Endesa, o ponto de injeção, o concurso para projetos de produção de energia e armazenamento, a zona livre tecnológica e uma eventual mini-hídrica.
A reunião com a ministra do Ambiente, que tinha sido adiada, foi entretanto reagendada para os primeiros 15 dias de setembro.
A discussão sobre a expansão das energias renováveis incluiu também preocupações da oposição quanto ao impacto territorial da instalação de painéis fotovoltaicos.
O vereador João Morgado (PSD) questionou qual será a estratégia do município perante a possibilidade de instalação de grandes áreas de painéis, nomeadamente se serão ocupadas zonas florestais ou se será privilegiada a utilização de edifícios públicos e respetivas coberturas.
O processo de definição das zonas de aceleração das energias renováveis deverá, assim, ser acompanhado pelo município enquanto decorrem também as discussões sobre o futuro da área industrial e energética do Pego.
