A23 está cortada nos dois sentidos, na zona de Abrantes e Gardete. Foto: Vicente Lourenço

A Autoestrada da Beira Interior (A23) foi cortada cerca das 20:00 em ambos os sentidos na zona de Abrantes, no distrito de Santarém, devido ao incêndio que lavra desde quarta-feira naquele local, disse hoje o comandante da GNR de Abrantes. O fogo, que lavra desde quarta-feira, provocou um total de 19 feridos, todos ligeiros, segundo a ANPC

Segundo o capitão Flambó, a A23 foi cortada pelas 20:00 por questões de segurança, na sequência do incêndio que deflagrou quarta-feira pelas 18:14 e está hoje a ser combatido por 660 operacionais, apoiados por 207 veículos e 10 meios aéreos.

A circulação na A23 já tinha sido interrompida na quinta-feira, cerca das 19:40, mas acabou por ser reaberta cerca das 23:05.

Também a Estrada Nacional 3 (EN3), que liga as localidades de Abrançalha de Baixo, Rio de Moinhos e Amoreira, no concelho de Abrantes, a Montalvo, já no concelho de Constância, está também cortada à circulação rodoviária, segundo o responsável da GNR.

Contactada pela Lusa, a presidente da Câmara de Abrantes disse à Lusa, cerca das 20:20, que o incêndio “continua descontrolado”, estando “perto das localidade de Rio de Moinhos e Abrançalha de Baixo”, freguesia de Rio de Moinhos e União de Freguesias de Abrantes, respetivamente, mas “sem necessidade de evacuar aldeias”.

As chamas estavam, cerca das 20:40, dentro do perímetro urbano da cidade, por detrás do quartel militar onde está instalado o Regimento de Apoio Militar de Emergência (RAME).

O incêndio em Abrantes fez já um total de 19 feridos leves, todos feridos ligeiros, informou hoje a Proteção Civil.

“No incêndio em Abrantes, temos um total identificado de 19 feridos leves, portanto nada de grave. São ferimentos ligeiros: entorses, quedas, algumas inalações de fumo”, avançou a adjunta de operações da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) Patrícia Gaspar, indicando que “algumas destas vítimas acabaram por ser assistidas apenas no teatro de operações e puderam rapidamente retomar a sua atividade”.

Seis aldeias – Medroa, Braçal, Amoreira, Pucariça, Aldeia do Mato e Carreira do Mato – tiveram de ser evacuadas nos últimos dois dias, tendo os habitantes sido encaminhados para o Regimento de Apoio Militar de Emergência” (RAME), no Quartel Militar de Abrantes.

As chamas consumiram, entretanto, uma casa de primeira habitação na Aldeia do Mato, tendo ficado desalojadas cinco pessoas, que se encontravam na praia fluvial local.

O incêndio, que deflagrou às 18:14 de quarta-feira em Aldeia do Mato, União de Freguesias de Aldeia do Mato e Souto, no concelho de Abrantes, mobilizava por volta das 20:40, um total de 694 operacionais, apoiados por 225 viaturas e 4 meios aéreos.

Segundo dados da ANPC estão cortadas as seguintes vias: A23 – Rio Moinhos, EN 3, EN 358, EM 544, EM 1212-1.

Mário Rui Fonseca

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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