Semana profícua em epifenómenos, aquela que passou. Daquelas que ajudam a restaurar a confiança na humanidade e nas instituições… só que não, como dizem os jovens de agora.
Desfiando a semana sem nenhuma organização cronológica, ficámos a perceber que o nosso governo trabalha bem ao fim-de-semana e que em poucas horas conseguiu tomar decisões que já devia ter tomado há alguns meses… ou em bom rigor, há algumas décadas.
Curiosa a reação de alguma oposição na sequência do anúncio deste plano de ação. Aquela que antes criticava o governo por nada fazer, é a mesma que agora o critica pela precipitação de estar a querer fazer depressa demais.
Curiosa também a reação da outra oposição, aquela que se opõe sem se opor e que, neste assunto, colocou o acento tónico na prioridade à resposta que se aguarda em relação à pergunta sobre a origem dos recursos para financiar o que estava a ser anunciado.
Como referi inicialmente, confiança renovada quando se percebe que, mesmo em matérias aparentemente consensuais, a prioridade continua a ser dada aos jogos de poder, ficando o país e as pessoas num plano secundário.
Semana em que ficámos também a saber o que muitos já suspeitavam, ficando confirmado que foram desviados recursos e meios do incêndio que fustigou o Concelho de Mação entre os dias 23 e 27 de Julho por ordem do então Comandante Nacional da Proteção Civil. Este facto, associado ao caso da sua licenciatura terminada com 32 equivalências num total de 36 cadeiras, reforça a nossa confiança nas instituições públicas geridas pelo mérito…das nomeações políticas.
Confiança renovada também na nossa justiça, logo agora que pensávamos ser impossível ficar acima dos píncaros. Há juízes que a ajudam a renovar quando nos ensinam que nem tudo o que está na lei deve fazer lei. Mais importante que a lei, são as convicções de cada um, principalmente se se tiver o poder de decidir e se lhes permitirem que continuem a decidir com base no seu julgamento individual. Haja fé, dura lex sed lex… mas só para alguns!
