A iniciativa Hora do Planeta, no sábado, dia 24, já tem a adesão de 86 municípios portugueses, entre os quais quatro do Médio Tejo, que vão desligar as luzes como gesto contra as alterações climáticas e a perda de biodiversidade.
Entre as 20h30 e as 21h30, vários municípios e monumentos ficam às escuras, acompanhando a iniciativa da organização internacional de proteção da natureza WWF, a decorrer em muitos países do mundo, uma ação simbólica para alertar para a necessidade de mudar comportamentos em nome da defesa do planeta.
Entre os monumentos que se comprometeram a apagar as luzes estão o Cristo Rei, o Castelo de São Jorge, a Torre de Belém ou o Mosteiro dos Jerónimos, na região de Lisboa, o Museu do Mar, em Cascais, os castelos de Guimarães, de Pombal, de Silves e de Figueira de Castelo Rodrigo, o Santuário do Sameiro e do Bom Jesus (Braga), a Casa Amarela (Viseu), a Ponte D. Maria, Convento S. Francisco (Santarém) ou a Ponte D. Luiz (Porto).
O número de autarquias a aderir a esta 11.ª edição da Hora do Planeta ainda está abaixo das 144 registadas em 2017, o maior número de sempre em Portugal.
No Médio Tejo, são pelo menos cinco os concelhos que aderiram à Hora do Planeta. O Município de Constância associa-se à iniciativa e vai desligar as luzes do edifício da Câmara Municipal, do largo da Igreja Matriz de Constância e do Açude de Santa Margarida da Coutada.
Em Ourém, durante uma hora, entre as 20h30 e as 21h30, o Município desligará as luzes do edifício dos Paços do Concelho e também do Castelo de Ourém, do Jardim da Praça do Município (Jardim de Le Plessis Trévise), da Rotunda do Ribeirinho, da Rotunda dos Peregrinos e da Rotunda dos Pastorinhos.
Em Abrantes, a Câmara Municipal compromete-se a desligar as luzes do Castelo e da Praça D. Francisco d’Almeida, do edifício dos Paços do Concelho, da Biblioteca Municipal António Botto, do Arquivo Municipal Eduardo Campos, do Parque Tejo, do Edifício Pirâmide e do Estaleiro Municipal.
Em Torres Novas vão ficar às escuras os Paços do Concelho, o Centro Escolar de Meia Via, o Centro Escolar da Serra D’ Aire, o Centro Escolar Visconde São Gião, o Centro Escolar de Assentis, muralhas do Castelo de Torres Novas e Convento do Carmo.
No Entroncamento há alguns edifícios e espaços públicos cujas luzes também vão ser apagadas.
Em iniciativas associadas, Lisboa e Cascais organizam passeios de bicicleta, “Pedaladas pelo Planeta”, e outras ações estão programadas por todo o país, como tem acontecido nos últimos anos, como espetáculos ou jantares à luz de velas, aulas de ioga ou caminhadas.
A Associação Natureza Portugal WWF (ANP|WWF), defende que “é possível travar as alterações climáticas com pequenas mudanças de hábitos quotidianos, como a utilização de menos combustíveis fósseis privilegiando meios de transporte amigos do ambiente”.
O ‘apagão’ inicia-se com o desligar do gigante interruptor simbólico da WWF, e contará com a presença de representantes da ANP|WWF, de alguns dos embaixadores da Hora do Planeta que se associaram à iniciativa e que vão pedalar pelo Planeta e ainda um representante de cada uma das autarquias.
Para a diretora executiva da ANP|WWF, Angela Morgado, a participação na Hora do Planeta pode ser concretizada de variadas formas, porque o que se pretende é alertar para a necessidade de todos alterarem hábitos quotidianos para um modo de vida mais sustentável.
No ano passado, a Hora do Planeta atingiu um recorde mundial, com 3.100 monumentos a ficarem às escuras em 187 países e territórios entre as 20h30 e as 21h30.
C/LUSA
