Já sabe em quem vai votar no próximo domingo? Bem sei que o voto é secreto mas confesso publicamente as minhas dúvidas e a verdade é que ainda não decidi em quem vou votar. A única certeza que tenho neste momento é que irei exercer o meu direito, que é ao mesmo tempo, o meu dever de cidadão… e não deixarei que outros decidam por mim.
Tentarei também contagiar todos aqueles que puder, consciencializando-os da importância deste exercício de cidadania, porque não pode haver maior falência da nossa democracia do que permitir que volte a “ganhar” a abstenção.
Bem sei que o sentimento generalizado é de insatisfação e mesmo de descrença na política e nos políticos. Também sei que nestes momentos acreditamos que o nosso voto individual não faz grande diferença e sozinho não tem capacidade para mudar o que é urgente mudar. Mas também sei que demitirmo-nos das nossas responsabilidades é parte do problema quando tem que ser parte da solução.
A inexistência de projetos com os quais nos identifiquemos de forma natural também não ajuda a contrariar a inércia e o comodismo, mas como em tudo o resto na vida, também neste caso acho preferível tomar uma má decisão do que não tomar decisão nenhuma.
Assim, é certo que no domingo irei votar e utilizarei o tempo que falta até lá para tentar encontrar respostas para as minhas dúvidas.
Voltarei a ler os programas das diversas forças políticas, cruzando-os com os de 2013 e 2009 para ficar como uma ideia mais clara em relação às taxas de execução das últimas promessas… que foram feitas por quem ganhou as eleições.
Farei também uma análise à evolução dos programas das forças políticas derrotadas nessas eleições para perceber se agora temos mais do mesmo ou se pelo contrário, se tiraram lições das derrotas e se aproveitaram esses insucessos para enriquecerem esses programas, adequando-os mais às necessidades locais.
Utilizarei ainda toda a informação que a proximidade permite, sabendo que o conhecimento das pessoas que integram os diversos projetos pode ser fator decisivo para inclinar a decisão do voto.
Curiosamente, no fim desta reflexão, provavelmente porque inconscientemente fui pensando naquilo que estava a escrever, sinto-me com menos dúvidas que aquelas que tinha no início deste texto.
A certeza, essa mantém-se, a abstenção tem que ser derrotada… por isso Domingo exercerei o meu dever de cidadão e vou votar!
