Anabela Freitas, presidente da CM Tomar, dirigiu uma mensagem em vídeo alusiva ao 46º aniversário do 25 de Abril de 74, destacando a conquista da liberdade e o alcance do Serviço Nacional de Saúde. Foto: DR

Nos últimos anos, no âmbito das comemorações do aniversário do 25 de abril de 1974, Tomar reuniria em sessão extraordinária a Assembleia Municipal, teria programação cultural associada à efeméride e as pessoas sairiam à rua para celebrar a liberdade. Devido à pandemia de covid-19, ao confinamento social e distanciamento exigidos pelas autoridades de saúde, este ano não houve lugar a iniciativas que implicassem ajuntamentos. Ainda assim, e como aconteceu noutros municípios da região, a presidente da Câmara Municipal, Anabela Freitas, e o presidente da Assembleia Municipal, José Pereira, endereçaram mensagens em vídeo, nas redes sociais, à comunidade.

As mensagens surgem lembrando que os valores de Abril têm que ser cultivados todos os dias, e dando especial ênfase ao papel do Serviço Nacional de Saúde, essencial nesta luta contra o inimigo invisível, o novo coronavírus.

Anabela Freitas (PS) começou por lembrar que devido à pandemia de covid-19, o confinamento e o distanciamento social são armas importantes para travar a luta contra o contágio e propagação do vírus, e como tal, não foi possível cumprir com a habitual sessão extraordinária da Assembleia Municipal de Tomar para comemorar Abril.

Também o PS de Tomar, que era costume realizar um almoço convívio e seguir com arruada e distribuição de cravos à população, optou por cancelar a iniciativa este ano.

Ainda assim, e através de mensagem em vídeo, a autarca quis destacar as conquistas da revolução dos cravos que hoje assumem especial importância: a liberdade, o Serviço Nacional de Saúde e a autonomia do poder local.

“Aquilo que temos assistido no nosso país e no nosso concelho, também em relação à resposta do SNS, só nos pode deixar orgulhosos desta conquista. Independentemente da nosso condição social, da nossa condição económica, do nosso credo, temos sempre portas abertas para que cuidem de nós”, afirmou a edil.

Por outro lado, Anabela Freitas referiu que “em democracia nenhum valor é adquirido” e que tal como acontece com os cravos, tem de se “regar os valores da democracia”.

A edil falou ainda sobre os novos tempos que se vivem, “diferentes”, e que seguirão assim no futuro, sem se saber o que virá.

Ainda assim, a autarca referiu que a Câmara Municipal continuará a trabalhar na linha de frente para apoiar a sua população e ajudar a enfrentar as vicissitudes que a pandemia de covid-19 acarreta, destacando o papel do poder local no auxílio às comunidades.

“A CM Tomar, como todas as Câmaras Municipais do país, tem estado na linha da frente para dar apoio quer às suas famílias, quer às suas empresas”, disse, notando que tal se deve a uma das conquistas da revolução do 25 de abril, a autonomia dada ao poder local.

Por seu turno, José Pereira, presidente da Assembleia Municipal, dirigiu-se aos tomarenses, lembrando que os tempos são difíceis para todos, sem exceção, mas deixando agradecimentos à Câmara Municipal pelo apoio prestado à população, às forças de segurança (GNR e PSP), aos Bombeiros de Tomar, à Proteção Civil, às forças militares, e a quem está na linha da frente.

“A quem está na linha da frente, deve-se uma homenagem de todos nós, não só tomarenses, mas de todas as pessoas”, disse o presidente da AM, lembrando que são estas pessoas que estão a “enfrentar o inimigo nº1 ao primeiro embate”.

Na sua alocução, José Pereira salientou o “Dia da Liberdade” e a simbologia dos cravos, mas referindo que o 25 de abril “não deixa de ser celebrado” por se estar em confinamento, apelando a que se assinalasse Abril “em casa”.

Por fim, deixou um agradecimento a todos os tomarenses pela “colaboração” na luta para travar a propagação do novo coronavírus.

Joana Rita Santos

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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